Perdão, não consigo te perdoar

Jesus Cristo: o tema central da Palavra de Deus. Ele veio para libertar o homem do pecado, da justiça e do juízo de Deus. Assim, Jesus é o nosso Resgatador.

Deus falou para Adão: “certamente morrerás no dia que comeres do fruto do conhecimento do bem e do mal”. Adão desobedece, entra o pecado no mundo com sua nefasta destruição: a separação do homem de Deus, ou seja, a morte. Mas o Senhor, no beneplácito de sua Santa vontade, revela o Seu plano Redentor: o Messias que viria para resgatar o homem do pecado.

Para tanto, necessariamente, e não de outra forma, teria que haver remissão de pecados, e é neste sentido que Jesus é o “cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (Jo 1.29).

Portanto, sob a ótica de Deus, a salvação precisa passar pelo perdão dos pecados, que é plenamente satisfeito na morte vicária de Cristo. Já sob a perspectiva humana, aqueles que crêem que Jesus Cristo morreu em seu lugar serão justificados. Assim, de um lado está Deus enviando seu filho unigênito para nos resgatar do nosso fútil procedimento mediante seu precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula (1 Pe 1.18-19). Do outro, o homem, por meio da fé no seu Salvador, porque pela graça somos salvos; mediante a fé e isto não vem de nós; é dom de Deus (Ef 2.8).

Assim, gostaria de ressaltar dois aspectos da maior relevância:

  1. Deus é que tem a iniciativa de resgatar o homem do pecado;
  2. Para tanto, precisa haver o perdão de Deus.

Este perdão é plenamente satisfeito em Jesus, para aqueles que crêem Nele. Nas palavras do próprio Cristo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25).

Dessa maneira, e somente assim, o perdão nos leva à comunhão com Deus. Portanto, o tema central da Bíblia é Cristo, pois Ele veio para nos dar vida, ou seja, trazer a remissão de pecado, o resgate da comunhão outrora perdida.

Diante do exposto, não temos outra opção nos nossos relacionamentos a não ser o perdão. Perceba que somos perdoados graciosamente por Deus, o que explicita a seguinte verdade: “o que muito amou muito perdoou” (Lc 7.47).

Portanto, se somos perdoados por Deus de graça, e pela graça, precisamos aprender a exercitar o perdão de graça também. Nas palavras do C.S.Lewis: “ser cristão significa perdoar o imperdoável, porque Deus perdoou o imperdoável em você”. Veja que Jesus nos exorta na oração do Pai nosso: “perdoa-nos as nossas dívidas (ofensas); assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (ofensores)” (Mt 6.12).

Perdão é um mandamento e não está relacionado com o fato de quem está com a razão, mesmo porque Jesus nunca entra neste mérito, tampouco está ligado ao desejo de perdoar. Pois, assim como fomos perdoados por Deus, nos erros muito mais graves do que qualquer um possa fazer contra nós, devemos perdoar nosso semelhante. Perdoar significa amar.

É verdade também que, para que haja perdão genuíno precisamos da iluminação do Espírito Santo e do desejo sincero na busca para liberar perdão àqueles que nos feriram.

Lembre-se que o perdão gera comunhão com Deus, da mesma forma, o perdão precisa existir entre as pessoas para o resgate do relacionamento sadio.

Se por um lado, perdoar não é fácil, o que requer a capacitação de Deus, por outro, o não perdoar é um fardo que carregamos no coração como um câncer que corrói e destrói as células de nosso organismo. Aquele que não perdoa é infeliz. O que perdoa recebe a graça de Deus e o alívio inenarrável do coração. Qual preço você quer pagar?

Pr. Hélder Rodrigues de Souza

 

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